Um belo dia coloquei na minha cabeça que eu iria conhecer o Vietnã e em poucos dias já estava analisando roteiros, passagens, valores e tudo mais.

Após várias pesquisas cheguei a conclusão que a melhor forma de chegar até lá seria por Bangkok, na Tailândia, para depois seguir para o Vietnã.

Então claro que aproveitei o gancho para passar alguns dias na Tailândia, escrevendo abaixo tudo que fiz e recomendo por lá, bem como as aventuras até chegar lá.

Embarcando (Dia 1)

Após muita pesquisa, optei pela Ethiopian Airlines por um único fator: Preço $$$

A passagem estava bem mais baratas que outras cias aéreas e confesso que fiquei com um pouco de receio, principalmente pelo fato de não ter encontrado nenhum relato a respeito.

O voo foi bom, bem como o serviço de bordo, comida ótima e conforto da aeronave não deixou a desejar.
O único ponto negativo ao utilizar esta cia foi o aeroporto de conexão, Addis Ababa, que é sofrível em termos de infra estrutura (mas tem que ter um Duty Free né hehe). Pra uma conexão rápida, ok. Pra uma muito demorada (que foi meu caso, e ainda atrasou) foi terrível porque nem lanchonete na área de embarque tem e o frio tava de MATAR !!!

Ainda na fila do Check in em Guarulhos conheci uma Tailandesa que virou minha parceira nos voos e no perrengue da conexão. De cara já me encantei com o povo que estava prestes a conhecer, pois ela foi bem gentil me dando algumas moedas tailandesas e me dando um lenço para me proteger do frio (foto abaixo), dizendo para leva-lo comigo como lembrança 🙂

Chegando em Bangkok (Dia 2) 

Cheguei em Bangkok exausta após longas horas de voo em duas aeronaves diferentes, peguei uma fila insuportavelmente grande na imigração (não esqueça de antes de ir pra essa fila se dirigir ao posto de saúde “Health Control” para eles conferirem seu atestado de vacinação para Febre Amarela).
Escolhi um Hostel estrategicamente localizado perto da estação de trem que liga ao aeroporto, então foi super fácil: nem precisei sair do aeroporto, paguei o equivalente a 5 reais, me despedi da minha nova amiga Tailandesa, embarquei e segui viagem.

O nome do Hostel é VIMARN e apesar de ser longe dos pontos turísticos, eu queria comodidade perto do aeroporto, então foi perfeito: ele é novo, limpo, confortável e privativo devido as cortinas nas camas.
Neste dia não estava com pique de fazer nada (o jetlag me matou), então só sai pra um “almo-janta” (Meu primeiro PadThai, muito bom!) e fiz uma Thai massagem (incrível)
A pior besteira que fiz foi ter ido dormir cedo por causa do cansaço, pois acordei as 3hs da manhã e não conseguia mais dormir.

Explorando a cidade (Dia 3)

Devido a falta de sono, meu dia começou super cedo. peguei um mapa da cidade, baixei também um mapa offline do Here Maps (superrrrr recomendo – faça o download ainda quando tiver wifi) e parti pros pontos turísticos.
Encontrei um austríaco perdido no meio do caminho, então decidimos ir andando pra conhecer mais a cidade.
Andamos por quase 2 horas num calor INSUPORTÁVEL, mas foi bacana para conhecer vários lados da cidade, que é um misto de caos, cheiro de poeira, rosas e incenso.


Depois pegamos rumos diferentes e segui sozinha.

Neste primeiro dia de turista fui para os seguintes locais:

Templo do Buda reclinado, que é um dos templos mais famosos pois este Buda dourado é gigante e lindo de se ver.

Grand Palace, Templo de esmeralda

Wat Arum: andei de barco bem na hora do por do sol apreciando um jantar na beira do rio, com direito a uma invasão de lagarto gigante no restaurante.


A noite fui na Kaosan Road, que é a rua mais famosa de Bangkok por ter vários barzinhos, festas, mochileiros e as comidas mais exóticas (mas não comi nada disso não, faltou coragem). Nesse dia fiz uma massagem na escola de massagem dentro do templo e outra massagem na Kaosan Road (de longe esta foi a pior massagem que fiz em toda a Tailândia) e além dessa também experimentei a “Fish Massagem”. A sensação dos peixes mordiscando seus pés é bem esquisita, mas dizem que é um ótimo esfoliante heheh. bota exótico nisso!

Honestamente: Não gostei de Bangkok. é muito caótica e o tempo todo querem se aproveitar de você, tirar seu dinheiro oferecendo preços absurdos nos tuk tuks, “vender” informações. Você não anda em paz e isso se torna muito cansativo.

Cansada do Caos – (dia 4)

Acordei querendo sossego e não tanta loucura, então fui caminhando até o museu do Jim Thompson (que era perto do meu hostel). é uma casa bem antiga e preservada sobre um americano que atuava no ramo da seda. É bem interessante e valeu muito a pena a visita, pois além de conhecer a arquitetura antiga da Tailândia, você aprende muito sobre a cultura e a fabricação da seda.

De lá você passa pelo museu de arte que é no caminho e dei um pulo também no shopping MBK, que tem 6 andares de coisas muito baratas, de eletronicos a maquiagens e souvenirs. Dei uma olhada básica, mas deixarei pra fazer as compras só no ultimo dia, pois carrego apenas uma mochila. (dicas do que levar na mochila pra otimizar espaço? tem um post antigo falando disso)
A noite fui no Asiatique market, que você tem que cruzar de barco. AMEI esse lugar. tinha uma elephante parade, com dezenas de elefantes coloridos, personalizados e diferentes. Lá também tem muitas lojinhas legais e vários restaurantes. fora que o passeio de barco (que é gratuito) por si só já é bem legal.

Rumo ao Norte – (Dia 5)

Embarquei via Bangkok airways para o norte da Tailândia, Chiang Mai
Fiz todos meus trechos internos via aérea pois meu tempo estava mega corrido
Logo de cara já adorei Chiang Mai, a começar pelo fato de que o Tuk Tuk me cobrou um preço justo e não queria me levar pra nenhuma loja parceira dele kkkkk
Ao chegar no hostel (@box hostel) fui super bem recebida (Acho que o melhor atendimento da vida). O hostel é incrível, feito de containeres, novo, limpo, confortável. O melhor hostel de todos, recomendo de olhos fechados!

Além disso lá você pode pegar emprestado bicicletas gratuitamente e como tinha a tarde inteira livre, peguei uma pra explorar a cidade e a experiência foi incrível. Sai meio sem rumo, mas fui encontrando diversos templos maravilhosos no caminho.

A noite tinha um mercado noturno bem legal !!!! (Já falei que AMO os mercados da Tailândia?) Pra variar, fiz uma massagem na feira e quando estava no meio começou a tocar o hino para o rei (o famoso na foto abaixo) e todos tem que parar tudo para levantar e prestar atenção ao hino (inclusive a moça que estava fazendo a minha massagem hehe)

Um dia com os elefantes – (Dia 6)

Passei um dia de “Mahout” (Treinadora de elefantes) em uma fazenda própria para cuidar deles. Tomei cuidado para escolher um local bem recomendado, com receio de abusarem dos animais.

Lá dei banho, dei comida e aprendi muito sobre eles. É uma fazenda que resgatam elefantes de circo, trabalho pesado, etc. Chama Baang Chang elephant farm e foi um dos pontos altos da minha viagem. o valor não é tão baratinho, mas valeu cada centavo. eles tem pegam e te levam de volta no hostel e ainda tem Padthai de almoço.


a noite, outro mercado noturno e mais massagem 🙂

Tigres, Girafas e Cocô de Elefante  – (Dia 7)

Havia conhecido no dia anterior umas gurias dos USA e resolvemos alugar um carro particular (pois valia a pena dividindo por 3) e fomos no Tiger Kingdom (eles juram que eles não são dopados, mas definitivamente são! impossível um tigre agir daquela forma em sã consciência). Por conta disso eu NÃO recomendo o passeio.

Seguindo pelas proximidades, visitamos ainda com o motorista a vila das “mulheres girafas”, que é bem interessante, apesar de triste, pois elas vivem praticamente numa prisão :( Conversei com algumas e elas fazem tudo com as argolas no pescoço, tirando apenas para trocar por uma ainda maior.


Também no caminho paramos numa fazenda onde reciclam coco de elefante (rsrs) em papel, produzindo souvenirs bem legais.

Depois desse passeio fomos caminhar pelos bairros e conhecemos mais um lindissimo templo, porém as mulheres são proibidas de entrar 🙁


No final da tarde fomos num café bem legal, cheio de gatos. Chamado “Catmosphere”. pra quem gosta de gatos, deve ir, eles ficam soltos no ambiente e você pode pega-los no colo.

Bye Bye, Chiang Mai  – (Dia 8)

Pela manhã fui no templo mais famoso de Chiang Mai, Wat Prah Doi Suthep, que fica no alto das montanhas. Vale mesmo a visita, pois a vista lá de cima é sensacional ! Fui com o “ônibus” deles, que nada mais é do que uma pick up vermelha com uns bancos na caçamba e uma coberturazinha.

Logo após o almoço tinha voo com a Bangkok Airways para PHUKET.
As gurias americanas que havia conhecido estavam hospedadas em um hostel lá, na praia de Patong, então decidi fazer uma reserva lá pra pegar o barco pra Phi Phi no próximo dia cedo.
Me arrependi MUITO, pois do aeroporto pra Patong foi um BAITA rolê de mini bus (umas 2hs), odiei Patong Beach, não é nada bonito e um PUTA caos, e no dia seguinte peguei mais quase 2 horas de mini bus pra chegar no pier pra pegar o barco que levaria até Phi Phi.
Na minha opinião, melhor seria pegar um voo mais cedo e do aeroporto já ir direto pro pier.

A dois passos (Lê-se a duas horas de barco) do paraíso  – (Dia 9)

Cheguei em Phi Phi já um pouco cansada pelo trajeto do mini bus + o barco + a caminhada sob o sol escaldante com a mochila pesada nas costas até chegar no hotel (desta vez optei por uma guesthouse, queria descansar num quarto só meu). Mas foi um inferno: o cara já queria o pagto adiantado, mal pude deixar a mochila e eu ainda ia ter que sacar dinheiro. tava tão irritada que esqueci meu cartão dentro da maquina de sacar (sim, adeus cartão de crédito na viagem – mas isso é uma outra história) e perdi a chave do quarto (tive que pagar o equivalente a 50 reais para uma nova) e ainda tinha uma pool party com barulho ensurdecedor do lado do quarto.
Depois de estar mais calma, fui dar uma volta pela cidade, que é um encanto, cheia de lojinhas, restaurantes e opções de diversão.

Claro que fiz uma massagem para relaxar 🙂 Na ilha esse serviço é um pouco mais caro, apesar de ter muito mais oferta. Basta andar 5 minutos para ouvir várias vezes “Thai massaaaaage” naquele sotaquezinho fofo.

Aproveitando para retomar a história do cartão… Na Thailandia os caixas eletrônicos são diferentes do Brasil. A máquina não “cospe” seu cartão após o saque, então se você marcar bobeira (como eu), a máquina poderá engoli-lo. Como era final de semana não procurei nenhuma agência, eu recorri a uma outra opção de cartão que tinha levado (dica: sempre leve dois justamente pois esse tipo de imprevisto pode ocorrer)

As belezas do Sul da Tailândia  – (Dia 10)

Acordei mega cedo, porém mais animada e segui com um barco para um tour de meio dia (tem tours que fazem rotas para o dia inteiro). Este tipo de passeio tem para todos os bolsos e gostos, mas fui no esquema roots mesmo, com aqueles barquinhos bem típicos, com um “almoço” que nada mais é que um lanche frio, frutas e água e um guia que não falava nada em inglês, exceto os nomes das nossas paradas, que foram:

Monkey beach: Praia com esse nome justamente pela quantidade de macacos que lá habitam. Mal estacionamos o barco e ele já foi invadido por eles, que roubaram uma garrafa de refrigerante e algumas comidas.

Uma outra praia para fazer snorkeling (ixiii não lembro o nome). No barco tem alguns óculos de mergulho e eu até arrisquei maaaaaaaaaaaaaas eu tenho medo 🙁

A famosa “maya bay” (Famosa por ter sido lá que o Leonardo di Caprio filmou “a praia”). Você tem que pagar o equivalente a 40-50 reais pra entrar na praia. Achei meio abusivo e a praia estava lotada, então fiquei relaxando no barco esperando a galera (afinal o passeio ia ser só de meia hora). O nosso guia foi tão gente boa que deixou darmos um tchibun do barco mesmo.


Pra mim esse tour de meio dia foi ideal, pois deu pra ver tudo e voltar a tempo de apreciar o por do sol lá no alto do “view point”. a subida é tipo de pagar promessa. quase morri kkkk mas valeu muito a pena. tirei fotos Lindissimas !

A noite fui num bar bem legal que rolavam umas lutas de muay thai entre os próprios frequentadores. O que os incentivava a lutar assim na frente de todo mundo com direito a calção e luvas era um drink na faixa!

 

Mudança de planos  – (Dia 11)

Meu plano era de ir pro Camboja passar alguns dias e de lá seguir direto pra Hanoi, no norte do Vietnã.
Porém lembram-se que perdi meu cartão de crédito? então acabei não conseguindo comprar a passagem com antecedência. Tive que fazer um TED pra conta da agencia de cambio me disponibilizar dinheiro em um cartão pre pago, que demorou 2 dias até cair. quando caiu, a passagem pra Siem Reap estava bem cara e não tinha voo direto de Phuket ou Krabi pra Hanoi, então mudei os planos e comprei pra Ho Chi Minh.
Mas só ia embarcar no dia seguinte, então aproveitei esse dia pra relaxar (já tava tudo zicado mesmo, né) e acho que foi o dia mais legal… andei muito, fui de taxi boat (um barquinho) pra praia dos vikings e long beach, onde fiquei apenas deitada apreciando aquela maravilha de lugar).

Lá vamos nós pro barco de novo, pra voltar pra Phuket. Acreditem, mas foi ai que conheci o primeiro brasileiro na viagem, que fez com que ela passasse bem rapidinho pois fofocamos ateeee dizer chega!

A partir daí sigo viagem para o Vietnã e em breve compartilho tudinho com vocês!!!